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A distribuição espacial do setor industrial na região sudeste

A região sudeste é a mais industrializada do Brasil.

As atividades industriais na região estão distribuídas da seguinte forma:

  • São Paulo

É o estado mais industrializado e com o maior PIB do país. A capital paulista tem grande importância do ponto de vista produtivo desde o surto industrial, no fim do século XIX e início do século XX. Com o passar do tempo, municípios como Osasco, Guarulhos e a região do ABCD Paulista atraíram grandes indústrias. Atualmente, Campinas se destaca pelo desenvolvimento de pesquisas e de tecnologias mais avançadas. Além disso, há um importante corredor produtivo entre Campinas e Ribeirão Preto. No Vale do Paraíba paulista, destaque para a metalurgia, para a Embraer e para a indústria automobilística. Em Sorocaba há indústria pesada. Na Baixada Santista, além da atividade portuária, há a presença da indústria química.

  • Rio de Janeiro

A industrialização foi impulsionada pela demanda populacional e por questões políticas (a Cidade Maravilhosa foi capital do país até a construção de Brasília). As indústrias concentravam-se na região norte da cidade do Rio. Mais tarde, a Zona Oeste da cidade e municípios próximos como Nova Iguaçu e Duque de Caxias desenvolveram polos industriais relevantes. Na região serrana foi desenvolvida a indústria têxtil. Mais recentemente, no contexto da desconcentração industrial, a região do Vale do Paraíba fluminense vem se destacando pela indústria automobilística. No geral, o estado do Rio sofreu muito com a desindustrialização e atualmente depende fortemente da exploração de petróleo no Norte Fluminense.

  • Minas Gerais

A siderurgia sempre teve grande destaque pela exploração de minerais metálicos no Quadrilátero Ferrífero. Além disso, a partir da transferência da capital do estado para Belo Horizonte e um ambicioso projeto de desenvolvimento econômico das elites locais, as áreas próximas a BH tiveram grande impulso industrial. Municípios como Contagem e Betim são extremamente importantes para a produção industrial do estado.

  • Espírito Santo

Possui pouco destaque no setor industrial quando comparado aos seus vizinhos. Os segmentos alimentício, siderúrgico, têxtil e a produção de celulose são os mais relevantes do estado. Cidades da Região Metropolitana da Grande Vitória, como Serra, Vitória e Vila Velha, têm a maior participação no PIB capixaba.

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Intemperismo, erosão e sedimentação

Água mole 💧
Em pedra dura, ⛰️
Tanto bate
Até que fura. 👉👌

Esse ditado popular é extremamente famoso e sábio, mas a sabedoria não está somente na persistência à qual o ditado se refere.

Se liga só:

Primeiro, é preciso diferenciar os agentes exógenos (externos) dos endógenos (internos). Os agentes endógenos são aqueles originados no interior do planeta, a partir, principalmente, do tectonismo. Já os agentes externos são originados/desenvolvidos no exterior da Terra, ou seja, na superfície e na atmosfera. Por isso são considerados agentes modeladores do relevo.

Em geral, sua atuação é lenta, gradual e se desenvolve ao longo do tempo geológico.

A água de chuvas, rios e mares, o gelo, os ventos, a radiação solar, os animais e até bactérias são os principais agentes externos do relevo. Suas atuações dão origem a três processos:

Intemperismo

É o desgaste sofrido por materiais devido à ação dos agentes externos.

Pode ser dividido em:

– Intemperismo físico: é o desgaste mecânico dos materiais. É promovido pela força exercida por outros materiais, pela água, por ventos e grãos jogados pelos ventos contra as rochas (abrasão), pelas mudanças de temperatura e pressão e pelo gelo.

– Intemperismo químico: é o desgaste de materiais através de interações químicas entre os minerais de uma determinada rocha ou solo e de substâncias que servem como solventes. O principal agente do intemperismo químico é a água, que pode se juntar a outras substâncias ou pode promover o intemperismo químico por si só.

– Intemperismo biológico: é o desgaste ocasionado pela ação de seres vivos, como animais, vegetais e bactérias. O intemperismo biológico pode ser, ao mesmo tempo, químico e físico. Algumas árvores, por exemplo, exercem força mecânica através de suas raízes, mas também podem produzir substâncias que interagem quimicamente com rochas e/ou solos.

Obs: as interferências humanas no relevo costumam ser mais rápidas, com resultados perceptíveis aos nossos olhos na escala de tempo humana. Atividades de exploração mineral são bons exemplos.

Erosão: é o transporte dos materiais que foram intemperizados. Pode ocorrer a partir da ação do vento (eólica), da chuva (pluvial), dos rios (fluvial), dos mares (marinha) e do gelo (glacial).

Sedimentação: é o depósito dos materiais intemperizados e erodidos em um determinado local.

Ficamos por aqui! Um abraço e até a próxima…

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A Massa Polar Atlântica (mPa)

Dia frio. Dois idosos conversam no elevador ou na fila do mercado:

– Nossa, o tempo virou de repente, né?

– Pois é, menina, ficou frio do nada.


Não foi de repente. Não foi do nada.
O Brasil apresenta uma grande variedade climática e seus diferentes climas são influenciados por uma série de fatores.
As massas de ar são um dos principais fatores climáticos que atuam sobre nosso território.
E hoje vamos falar da Massa Polar Atlântica, que é uma das mais importantes.

Sabe quando a Maju, aquela moça da meteorologia no Jornal Nacional, fala que a
temperatura vai cair?
Provavelmente a culpa é da Massa Polar Atlântica.
A Massa Polar Atlântica (mPa) é uma das principais massas de ar que atuam sobre o
território brasileiro. Como o próprio nome já diz, ela é fria (polar) e úmida (atlântica, Oceano Atlântico). ⛅🌎

Por hoje é só. Bons estudos!